Em julho do ano passado postei um artigo sobre a cachaça, bebida mais consumida no Brasil. O comentario pode ser lido no endereço http://parnacaparao.blogspot.com/2011/07/o-clube-da-cachaca.
Como o tema é vasto a gente vai lendo, se informando e acaba descobrindo outras novidades á respeito da "quebra-goela,marvada,meu consolo, meu juizo", etc e uma variada denominação para a nossa popular canabrava.
Não confundir com aguardente, que é qualquer bebida destilada com alto teor alcoólico.A cana usada e os processos de fermentação e destilação determinam a qualidade da cachaça. A cachaça boa tem de ser límpida, sem gosto de alcool, com sabor agradável(cana ou rapadura), não queimar a garganta,não deixar hálito nem dar ressaca.
De acordo com nosso prezado sociólogo Fernando Henrique Cardoso, existem mais de 500 denominações catalogadas para a mais brasileira as bebidas.
Foi ele, por sinal, quem assinou o decreto que tornou essa bebida oficialmente nossa. A Lei nº 8.918, de 1994 diz que para ser cachaça o destilado tem que ser produzido em solo brasileiro e possuir teor alcoólico entre 38% e 48%. Hoje no Brasil existem mais de 4000 marcas de cachaça.
Algumas marcas investiram pesadamente em marketing e aprimoraram seus métodos de produção, com implantação de boas práticas de fabricação e processos especiais de destilação e envelhecimento.
A mineira GRM, vendida sob encomenda, ganhou medalha de ouro em um dos certames mais importantes dos Estados Unidos, o San Francisco World Spirits Competition.
A Weber House, uma cachaça envelhecida em barris de carvalho e bálsamo, ganhou quatro vezes medalhas de ouro e prata no Mundial Hyatt Cachaça Awards, de Bruxelas na Bélgica.
Muitas cachaças adquiriram status internacional como por exemplo a Havana( tb denominada Anísio Santiago em razão da empresa cubana de rum Havana ter impugnado o nome) que por iso mesmo adquire preços astronomicos.
Já degustei dela e confesso que já bebí melhores.Na cidadezinha de Padre Paraiso no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, estado produtor por excelencia, tive oportunidade de saborear a melhor cachaça até hoje.
Paracatu tambem já teve boas cachaças,hoje não sei se conseguiram manter a qualidade. Januária nem se fala, é a terra da cachaça com a Caribé, Aquino, Nova Aquino, etc
Essas regiões, assim como Salinas a maior produtora hoje, possuem solo e clima adequados ao cultivo de cana, alem da pouca chuva anual e isso faz com que produtores artesanais se esmerem na alambicagem de excelentes produtos.
Enumerar boas cachaças é uma questão de gosto individual.
Não ouso pagar 350,00 reais por uma garrafa de 750 ml da Havana ou 150,00 reais da Motinha, ou da Indaiazinha e ainda da Canarinha.
Prefiro a cachaça do Seu José Pinto, a JP do distrito de Pompeu em Sabará ou a Botiqueira de São Tiago.
Antes daquelas, prefiro comprar 1litro de JB 15 anos que no free shop custa 45 dolares.
Mas esse papo todo é para dizer que, com a mudança do enfoque, a sofisticação da bebida, o consumo em lugares ditos sociais, as mulheres apreciando e claro, a conquista dos mais jovens e o refinamento das técnicas produtivas, a popular caninha hoje não possui mais aquele estigma depreciativo que surgiu nos anos 60-70 quando o bebum era chamado, pejorativamente de "cachaceiro".
A cachaça é vista hoje mais como uma bebida descolada. Quem diz isso são os profissionais conhecedores de cachaça chamados de cachaciers, someliiesr da cachaça ou simplesmente cachaceiros.
Hoje, festivais de cachaça e feiras até internacionais como a de Belo Horizonte, sempre em julho, atraem milhares de pessoas inclusive do estrangeiro.
O festival de Paraty no Rio de Janeiro, tem mais de 30 anos e já supera em público, a badalada Feira Literária Internacional de Paraty-FLIP.
Portanto amigos, quem quiser pode virar especialista no assunto, basta estudar e fazer cursos de especialização como o do SENAC em Belo Horizonte.
Enfim o cachaceiro nunca foi tão valorizado.
Meu desejo é despertar junto aos interessados o puro prazer de uma caminhada nas montanhas. O real sentido de vida das comunidades interioranas, que é onde se identificam as verdadeiras condições de um povo, seus usos e costumes. Na foto a Piazza Grande e Il Palazzo dei Consuli, em Gubio, região da Umbria e provincia de Perugia- Itália.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O olhar de Verissimo sobre o BBB
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
| Luis Fernando Veríssimo É cronista e escritor brasileiro |
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros...todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , ·visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Luxemburgo.
Domingo passado dia 22 fui á cidade de Santa Leopoldina junto de meus amigos andarilhos, para mais uma caminhada nas montanhas locais, uma prática costumeira que fazemos com prazer e satisfação.
Desta vez em direção ao distrito de Luxemburgo, uma "corrutela"( no dizer dos habitantes do triangulo mineiro) situado cerca de 20 km- contando a distancia do contorno que fizemos- da estrada que liga Santa Leopoldina a Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo.
Santa Leopoldina é uma simpática cidadezinha á sudoeste de Vitória encravada entre as montanhas e o outrora caudaloso rio Santa Maria.
Este rio já foi navegável e serviu de "estrada" para os primeiros imigrantes alemães, italianos, suiços, pomeranos e tirolezes que aqui aportaram por volta de 1857. Veja aqui dados e História
Neste início de 2012 a cidade sofreu graves consequencias por conta das violentas chuvas de dezembro e janeiro, a exemplo do que ocorreu em 2009.Não há como descrever o sofrimento das pessoas frente a tal quantidade de água que caiu num curto período de tempo.
Apesar de tudo a vida prossegue e os habitantes vão dando seu jeito. Abaixo um link para apreciação de inúmeras fotos das belíssimas cachoeiras.
aqui
A cidade, antigamente conhecida por Porto Cachoeiro, foi por várias décadas, o principal polo comercial das montanhas capixabas, graças justamente á sua localização ás margens do rio S.Maria, que favorecia o acesso ao porto de Vitória.
Santa Leopoldina é um verdadeiro paraíso ecológico com exuberância de várias cachoeiras, fauna e flora e diversidade étnica que conferem à região uma grande potencialidade de turismo, cultura, lazer e prática de esportes radicais. Além da cultura diversificada, a cidade destaca-se, principalmente, pela grande quantidade de cachoeiras belíssimas, que atraem milhares de turistas todos os anos. As principais são:
- Cachoeira Véu de Noiva - 9 km da sede
- Cachoeira Rio do meio - 20 km da sede
- Cachoeira Gruta da Onça - 4 km da sede
- Cachoeira das Andorinhas - 8 km da sede
- Cachoeira Parque Hidro Rural Canto das Águas - 3,5 km da sede
- Cachoeira Ribeirão dos Pardos - 4 km da sede
- Cachoeira Fumaça - 3,5 km da sede
- Cachoeira Tio André - 12 km da sede
- Cachoeira do Moxafongo - 1 km da sede - Interditada
- Cachoeira do Recanto - 10 km da sede
- Cachoeira do Retiro - 5 km da sede
Logo após uma curva acentuada em forte aclive,uma grande casa rosada de 1865 e um pequeno cemitério mais acima completam o parco conjunto local.
Descendentes de pomeranos e italianos aos domingos e dias santificados, saem de suas pequenas casas e se dirigem ao distrito para a missa ou culto religioso.Após as orações se divertem no tradicional jogo de bocha no único "bolicho" local.
O nosso caminho contemplou as cachoeiras Andorinhas e da Fumaça, sendo esta o ponto final do percurso e faz parte da Pousada Bosque da Prata, onde almoçamos.
O caminho todo foi percorrido em 5h e 30 minutos depois de atravessarmos belíssimos vales e montanhas cobertas de mata fechada, facilitado que foi pela ausencia do forte sol , contrariando as previsões iniciais.
Percorremos trilhas e estradinhas rurais emolduradas por incríveis e ainda intocados nichos de pura mata atlantica, intercaladas por faixas cultivadas por bananeiras e cafezais. Inúmeras cachoeiras de menor porte convidavam para o banho, mas o acesso era impossível, tal a distancia e a altura dos paredões.
De tantos em tantos quilometros o apoio esteve presente com água, frutas e doces.
Pelo trajeto muitas casinhas perdidas no meio da mata, como se fossem testemunhas das épicas jornadas dos bravos imigrantes, que naquele tempo enfrentaram as intempéries, a mata, animais ferozes e a difícil subida abrindo picadas na mata para então se estabelecerem naquela região.
Característica típica dos imigrantes são as fartas hortas e os jardins floridos.
Ao final chegamos á Pousada Bosque da Prata ás margens do caudaloso rio da Prata, nessa época de fortes chuvas apresentando um caudal forte e perigoso, o que de ceta forma inviabilizou o tradicional banho.
De outras vezes que lá estivemos aproveitamos sua água fresca e limpa para diminuir o calor, mas desta feita não foi possível, tal o volume e a periculosidade das corredeiras.
Alí almoçamos e nos impressionamos com a grandeza da cachoeira da Fumaça, que não pode ser vista de sua base pois a altura do despenhadeiro é excepcional. Calculo que deve ter mais de cem metros de altura.
Abaixo mais algumas fotos do caminho.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Um pedal pelo litoral
Aproveitando a ausencia das chuvas que castigaram a região por semanas inteiras, fui pedalar pelo litoral capixaba, indo de Guarapari a Ubu.
Céu limpo e dia claríssimo a brisa forte ajudava a impulsionar a bicicleta, que deslizava ágil pelo asfalto sem buracos da rodovia do sol.
Muito movimento de carros em direção sul significando que centenas retornavam ás suas casas depois de seguramente quinze dias de muita chuva. Coitados, no momento de deixarem a praia o sol voltou com toda força.
Outros tantos sortudos chegavam para sua quinzena anual de férias em Guarapari e região.
Saída pela praia da Areia Preta aqui abaixo e final no Hotel Pontal de Ubu em Anchieta, cujo visual é seguramente, um dos mais bonitos do litoral capixaba.
Aproveitei a piscina para refrescar do forte calor e saborear uma gelada que ninguem é de ferro. A volta foi meio complicada devido ao forte vento nordeste.
Total 38 km ida e volta.
Céu limpo e dia claríssimo a brisa forte ajudava a impulsionar a bicicleta, que deslizava ágil pelo asfalto sem buracos da rodovia do sol.
Muito movimento de carros em direção sul significando que centenas retornavam ás suas casas depois de seguramente quinze dias de muita chuva. Coitados, no momento de deixarem a praia o sol voltou com toda força.
Outros tantos sortudos chegavam para sua quinzena anual de férias em Guarapari e região.
Saída pela praia da Areia Preta aqui abaixo e final no Hotel Pontal de Ubu em Anchieta, cujo visual é seguramente, um dos mais bonitos do litoral capixaba.
Aproveitei a piscina para refrescar do forte calor e saborear uma gelada que ninguem é de ferro. A volta foi meio complicada devido ao forte vento nordeste.
Total 38 km ida e volta.
Depois da enchente
A chuva foi embora. Deixou mortes, muita tristeza, destruição e prejuizos enormes, mas a vida continua.
O sentimento de impotencia e tomou conta de milhares de pessoas em todo o sudeste, principalmente Minas e Rio de Janeiro. Por ser um estado de menor expressão, o Espírito Santo não é muito visualizado na mídia, mas posso afirmar que os danos materiais foram expressivos. Muitos perderam suas vidas e outros tantos a esperança.
Esperança essa que viria com a conversa dos políticos que, a exemplo de enchentes passadas, vislumbraram a chance de reeleições ao prometerem verbas, mundos e fundos para os pobres coitados residentes nas periferias das grandes cidades.
Nada aconteceu e simplesmente o povo assiste,bovinamente, as cenas se repetirem a cada ano nos locais anteriormente afetados por catástrofes monumentais como por exemplo o acontecido na região serrana do Rio de Janeiro. Nada foi feito e o cenário permanece igual, mesmo com 900 mortos e perto de 300 desaparecidos.
Esse é o Brasil de hoje, país do nada, alardeado por governantes demagogos e populistas como sendo "emergente", mas que ostenta uma pobreza sem igual, com hosipitais lotados e sem estrutura, estradas esburacadas e perdidas,educação falha, justiça emperrada ou inexistente.
O detalhe é que os políticos estão cada vez mais ricos, com licitações dirigidas, pagamentos suspeitos e direcionados, superfaturamento de obras, obras fictícias, parentada empregada nos cabides do governo e sobretudo uma roubalheira generalizada.
E assim milhares hoje estão em abrigos ou escolas, sem a menor perspectiva depois de perderem tudo.
O sentimento de impotencia e tomou conta de milhares de pessoas em todo o sudeste, principalmente Minas e Rio de Janeiro. Por ser um estado de menor expressão, o Espírito Santo não é muito visualizado na mídia, mas posso afirmar que os danos materiais foram expressivos. Muitos perderam suas vidas e outros tantos a esperança.
Esperança essa que viria com a conversa dos políticos que, a exemplo de enchentes passadas, vislumbraram a chance de reeleições ao prometerem verbas, mundos e fundos para os pobres coitados residentes nas periferias das grandes cidades.
Nada aconteceu e simplesmente o povo assiste,bovinamente, as cenas se repetirem a cada ano nos locais anteriormente afetados por catástrofes monumentais como por exemplo o acontecido na região serrana do Rio de Janeiro. Nada foi feito e o cenário permanece igual, mesmo com 900 mortos e perto de 300 desaparecidos.
Esse é o Brasil de hoje, país do nada, alardeado por governantes demagogos e populistas como sendo "emergente", mas que ostenta uma pobreza sem igual, com hosipitais lotados e sem estrutura, estradas esburacadas e perdidas,educação falha, justiça emperrada ou inexistente.
O detalhe é que os políticos estão cada vez mais ricos, com licitações dirigidas, pagamentos suspeitos e direcionados, superfaturamento de obras, obras fictícias, parentada empregada nos cabides do governo e sobretudo uma roubalheira generalizada.
E assim milhares hoje estão em abrigos ou escolas, sem a menor perspectiva depois de perderem tudo.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Descaso dos políticos com Vitória
Vitória é uma cidade favorecida pela natureza, pois possui belo visual dividido entre o mar e os morros circunvizinhos.
Sendo uma cidade portuária,ultimamente tem sido visitada por muitos turistas embarcados em luxuosos transatlanticos e este fato parece que não despertar a atenção dos governantes.
Refiro-me á horrível impressão que certamente causará a estes visitantes o péssimo estado de conservação de prédios antigos(antiga Assembleia Legislativa como exemplo ), monumentos históricos, escadarias e as esburacadas e mal conservadas ruas da capital, com calçadas completamentamente fora do padrão ou alagadas ou ainda obstruídas por todo tipo de obstáculos, lixeiras inadequadas e transbordando lixo, este muitas vezes esparramado pelas calçadas alem do transito caótico e barulhento.
Considero uma vergonha expor este cenário a turistas de outros estados, além de europeus, americanos e asiáticos que porventura aqui aportam.
O descaso das autoridades para a conservação do patrimônio público reflete o nível dos nossos dirigentes.
Anexo umas fotos da situação da cidade.
Escadaria em frente ao Palacio Anchieta, totalmente arruinada
Antiga Assembleia Legislativa, de belo estilo arquitetônico: só falta cair!
Em plena Av. Beira Mar, ao lado do DER- uma família se abriga neste terreno baldio cheio de lixo.
Terminal Aquaviário D.Bosco, completamente destruido e abrigando desocupados e drogados.
Curva do Saldanha, onde deveria haver uma calçada para pedestres e completa urbanização. Os navios passam em frente.
Urge que as autoridades tomem as medidas necessárias para correção destas imagens deprimentes.Chega de descaso.
Vereadores corruptos e ineptos estão acabando com a cidade. A prefeitura está sob suspeita com a história das desapropriações e pagamentos inexplicados.
Sendo uma cidade portuária,ultimamente tem sido visitada por muitos turistas embarcados em luxuosos transatlanticos e este fato parece que não despertar a atenção dos governantes.
Refiro-me á horrível impressão que certamente causará a estes visitantes o péssimo estado de conservação de prédios antigos(antiga Assembleia Legislativa como exemplo ), monumentos históricos, escadarias e as esburacadas e mal conservadas ruas da capital, com calçadas completamentamente fora do padrão ou alagadas ou ainda obstruídas por todo tipo de obstáculos, lixeiras inadequadas e transbordando lixo, este muitas vezes esparramado pelas calçadas alem do transito caótico e barulhento.
Considero uma vergonha expor este cenário a turistas de outros estados, além de europeus, americanos e asiáticos que porventura aqui aportam.
O descaso das autoridades para a conservação do patrimônio público reflete o nível dos nossos dirigentes.
Anexo umas fotos da situação da cidade.
Escadaria em frente ao Palacio Anchieta, totalmente arruinada
Antiga Assembleia Legislativa, de belo estilo arquitetônico: só falta cair!
Em plena Av. Beira Mar, ao lado do DER- uma família se abriga neste terreno baldio cheio de lixo.
Terminal Aquaviário D.Bosco, completamente destruido e abrigando desocupados e drogados.
Curva do Saldanha, onde deveria haver uma calçada para pedestres e completa urbanização. Os navios passam em frente.
Urge que as autoridades tomem as medidas necessárias para correção destas imagens deprimentes.Chega de descaso.
Vereadores corruptos e ineptos estão acabando com a cidade. A prefeitura está sob suspeita com a história das desapropriações e pagamentos inexplicados.
Dalai Lama
«Antes de julgares a minha vida ou a minha personalidade,
calça os meus sapatos e percorre o caminho que eu caminhei,
vive as minhas tristezas,
as minhas dúvidas,
as minhas alegrias;
percorre os anos que eu percorri,
tropeça onde eu tropecei e levanta-te assim como eu o fiz.»
(Provérbio Tibetano)
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