quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Os cacos quebrados da esperança

Terminadas as eleições com a vitória do partido dos trabalhadores(sic), ficou na boca um gosto amargo de desilusão.

Havia, até os 40 minutos do segundo tempo, a esperança de que a ideia do desenvolvimento sem comprometimento fosse vencedora.Comprometimento com que, irão perguntar?

Conforme sabemos, ou pelo menos imagino que os politicamente alfabetizados saibam, o plano de ocupação do governo do Brasil pelo  pt por muitos anos, está baseado na configuração estabelecida pelo Foro de São Paulo. E o que vem a ser isso?

Como não sou cientista político, sugiro ao leitor que dê uma olhada com calma no site Midia Sem Máscara, onde o excelente Heitor de Paola esclarece a tese de dominação estabelecida por Lula e Fidel. Aqui está sobejamente demonstrada a perversa manobra petista para a dominação da massa.

Não posso deixar de lembrar as inúmeras ocasiões em que Lula e seus asseclas, tentaram, de fato ou sub-repticiamente, alijar a imprensa do sagrado dever de informar a população. A revista Veja tem-se constituído em baluarte da defesa da liberdade de imprensa.

De resto, constata-se a total ignorância política e a subserviência de grande camada da população às migalhas espalhadas pelo partido dos trabalhadores(sic), transformando-se em massa de manobra dos fraudulentos políticos.

Quando vejo estampado nos jornais a foto abaixo, passo a acreditar que eles estão meio que conseguindo fazer a lavagem cerebral preconizada por Antonio Gransci.

Como um brasileiro, em sã consciência pode, portando uma bandeira de um país comunista, governado por um ditador cruel e assassino , desfilar com ela sem um mínimo de vergonha na cara?Só pode ser um filho da puta!


Ainda há tempo de renascer das cinzas, nos unirmos em oposição centrada em objetivos factíveis e derrotar os canalhas, apesar do aparelhamento do judiciário que soltou esse crápula abaixo.
 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Museu doTropeiro-Ipoema/MG

Quando em junho de 2013, acompanhado de diletos amigos caminhei pela Estrada Real, tive a oportunidade de percorrer, em determinados trechos, os caminhos que os antigos tropeiros também haviam trilhado. Para melhor compreensão desta viagem sugiro ao leitor que acesse o site deste blog :
                                                                               https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2516792723062214948#editor/target=post;postID=2706035335801631804;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=79;src=postname,

que trata justamente do introito e dos relatos subsequentes que se desenrolaram por 13 dias.A viagem á pé começou em Ouro Preto e terminou em São João del Rei.

Os detalhes, as fotos e as impressões estão bem explícitos na narrativa.

Um ano depois, em junho de 2014 percorri os 400km do Caminho dos Diamantes, belíssimo trecho  entre Diamantina e Ouro Preto, onde mais uma vez comprovei através de uma viagem no tempo, os usos e costumes ainda visíveis nas vilas e pequenas cidades, do que foi uma época áurea para o desenvolvimento do rico sertão mineiro.

Poderá ser visto  no :https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2516792723062214948#editor/target=post;postID=1632107869856058421;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=18;src=postname

Neste segundo percurso passei por lugares absolutamente incríveis como São Gonçalo do Rio das Pedras, Milho Verde,Itapanhoacanga,Serro,Córregos, Conceição do Mato Dentro, Cocais, Barão de Cocais,. Santa Bárbara, Catas Altas, Mariana e Ouro Preto.

As mais autenticas vilas( não digo cidades) seiscentistas e setecentistas  de Minas estão aqui estabelecidas: Catas Altas, Cocais, Santa Rita Durão, São Bartolomeu, Glaura, S.G. do Rio das Pedras, Córregos são absolutamente fantásticas na sua arquitetura e preservacionismo.

Locais estes onde a história ainda vive e persiste através de suas igrejas seculares e casarios coloridos e bem conservados.A hospitalidade dos  habitantes encanta o andarilho, fazendo com que os laços de amizade sejam imediatamente estabelecidos.

Num trecho específico do caminho passei por Ipoema, pequeno distrito de Itabira com pouco mais de 2.500 habitantes  criado em 23 de maio de 1894.
                                 
                                                     
                                           Igreja Matriz de N Sra da Conceição

                                       
                                                    Porta de entrada do Museu

Lá uma das melhores e interessantes atrações, a par de suas belas cachoeiras, é o Museu do Tropeiro, que desde 2 de abril de 2003 reúne objetos específicos de uma era, dura porém cativante da história mineira.Sempre acontecem exposições temáticas no local, o que atrai curiosos de muitas cidade e até mesmo de outros estados.

O museu foi criado a partir de uma expedição chamada Spix & Martius, numa referencia aos famosos naturalistas alemães que vieram ao Brasil numa consequência indireta do casamento de Dom Pedro de Alcântara e D. Leopoldina, arquiduquesa da Aústria.

Essa expedição continha 23 pessoas de várias áreas( médicos, ornitólogos, jornalistas, biólogos, cinegrafistas, dentre outros) que foram fazer um levantamento do patrimônio cultural e natural da Estrada Real a partir do século XVIII e teve sua razão de ser em virtude do imenso e rico patrimônio da ER.

Ao chegarem a Ipoema foram recepcionados pela benção dos cavaleiros e por uma exposição que apresentava as peças que os tropeiros usavam durante as viagens, além das quitandas típicas da terra, entre essas o cubu na folha de bananeira.

Ao terminarem a Expedição resolveram que o museu do Tropeiro seria instalado no distrito de Ipoema devido a hospitalidade do local. Então o Museu foi inaugurado em 23 de março de 2003, com o objetivo de fortalecer a vocação espontânea do tropeirismo, que era uma marca registrada do distrito de

Minha visita ao Museu foi devidamente ciceroneada por uma gentil senhorita que, pacientemente, ia me explicando os detalhes de cada peça enquanto eu maravilhado fotografava, com a devida permissão.

Numa ala  logo a entrada, deparei-me com a figura- tipo uma pintura- de um explorador inglês de nome Richard Francis Burton, em que ele declinava suas opiniões sobre um determinado trecho da Estrada Real.

Lembrei-me que, um ano antes, ao passar por um dos totens da ER, a caminho de Lagoa Dourada,cidade antes de Prados, havia lido numa placa de metal afixada ao pé de um  tótem, um comentário de outro explorador inglês- Jonh Loockoc sobre a "Alagoa Dourada"- algo relacionado com a exploração do minério.

Esse fato- dois ingleses em pleno sertão mineiro, nos idos 1816- despertou minha curiosidade e ao chegar a Vitória, dias depois comecei a procurar na internet os fatos e escritos ligados principalmente ao Francis Burton, pois  havia uma grande menção ao seu nome no Museu do Tropeiro.

                                                     Foto de Richard F. Burton

O que descobri sobre esse explorador será objeto de outro post mais adiante, pois a história desse  navegante e aventureiro é simplesmente fantástica.

Descobri um livro sobre ele, escrito por Edward Rice e traduzido por Denise Bootmann que conta em 680 folhas, a trajetória da vida do mais espetacular agente inglês do século 18 e praticamente um desconhecido desse lado do mundo.

Abaixo algumas fotos do Museu.




















sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Romero



A donde vás romero por la calzada?


Que yo no soy romero, soy Santiaguero.



A Roma van por tierra,



Yo miro al cielo. Va na luna comigo



Descalza.Y sigo.




  "do Camino de Santiago"


sábado, 13 de setembro de 2014

Viagem pela Ferrovia Vitória a Minas - Os novos vagões.

No dia 4 deste mês de setembro eu e Maria Inês embarcamos na estação Ferroviária "Pedro Nolasco" em Vitória-ES com destino a Belo Horizonte.  Com bastante luxo e conforto, o novo trem começou a funcionar no dia 5 de agosto, depois de um investimento de US$ 80 milhões, proporcionando aos passageiros um conforto digno dos melhores carros europeus, afinal os vagões foram fabricados na Romênia.
 

Agora também a classe econômica desfruta do ar condicionado, privilégio que antes era só na classe executiva. Cada vagão executivo tem capacidade para 57 passageiros(filas duplas na esquerda e individuais á direita) e os econômicos podem trafegar com até 75 pessoas.

Nos banheiros, o papel toalha foi substituído por máquinas de ar quente para a secagem das mãos e o sistema de descarga do vaso sanitário é a vácuo, parecido com aquele utilizado em aviões. 


Os novos carros também possuem detectores de fumaça e são equipados com monitores de vídeo. Nesta viagem ainda não estavam em funcionamento.  

A composição está equipada ainda com um carro restaurante com 72 lugares e um vagão para pessoas com dificuldades de locomoção, possuindo então travas para as cadeiras. O carro lanchonete é impecável e funciona um serviço de bordo de refeições, onde o cliente escolhe previamente seu prato preferido sendo  mesmo servido em higiênicos "marmitex" á partir das 11 horas.
O novo trem está equipado com com sistema automático de abertura e fechamento das portas externas e das localizadas entre um carro e outro. Entre um vagão e outro há uma vedação por sistema de plástico emborrachado. O trem possui ainda displays externos e internos com informações sobre a viagem, destino, horário, número de carros, estações, paradas de embarque e desembarque, entre outras.
Com esses novos equipamentos de segurança, como as janelas de vidro duplos, o trem não tem mais aquelas janelas da classe econômica, uma atração que estava presente nos trens anteriores donde podia-se vislumbrar a paisagem ao ar livre. Com isso ganhou-se em segurança e assim não há mais o risco de moleques atirarem pedras nas pessoas.
                            
                               
                     Veja aqui o vídeo da própria Vale.

                               
A viagem do trem pára em 39 municípios- 30 em Minas e 9 no E. Santo e por isso mesmo  é muito demorada e quando não acontecem imprevistos dura 13 horas.Por isso mesmo é muito cansativa. Acho que será inevitável a VALE pensar em colocar num futuro próximo, um noturno com apenas duas paradas (Governador Valadares e Ipatinga) e talvez com a opção do cidadão embarcar seu carro num vagão adequado para tal.

     
A partida na movimentada Estação Pedro Nolasco foi pontualmente às 7 horas e a composição, constituída de uns 25 vagões tracionados pela potente locomotiva nº 1151 , com um breve apito, movimentou num leve tranco, a enorme fila de carros, agora pintados em vibrantes cores azuis  ou verdes com amerelo.
       


De modo geral a viagem transcorre paralela ao Rio Doce, que nessa época do ano em virtude da forte estiagem que assola meio Brasil, apresenta-se em alguns trechos com incríveis sub-níveis de água,deixando transparecer o seu leito pedregoso.


A viagem possui um belo atrativo paisagístico até Governador Valadares e no trecho de Baixo Guando/Aimorés/Resplendor/ Conselheiro Pena,pode-se admirar a sinuosidade do rio e suas verdes margens em razão da represa de Mascarenhas irrigar as  terras circunvizinhas tornando a paisagem menos inóspita.
Depois de G.Valadares o rio estreita-se e já não se vêem as grandes planícies comuns anteriormente e sim morros de cobertura ressequida e por vezes, queimadas abomináveis.
A chegada em Belo Horizonte foi às 20.40h com a grande maioria dos viajantes estampando nas faces o cansaço da longa viagem.
                                 Abaixo alguns vídeos do percurso.
















segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caminhada até a nascente do Rio Joeba- Anchieta/ES

No último fim de semana, fui com minha esposa e o casal sogro de meu filho, participar de uma caminhada ecológica até a nascente do Rio Joeba, afluente do Benevente, importante rio por onde se deu a subida dos primeiros imigrantes italianos até aquela região do Espírito Santo.
 
 O tempo não estava propício a caminhada alguma, mas a curtição do local e o entusiasmo dos"italianos" sobrepujou a dificuldade.
 
A festa, por assim dizer, é um acontecimento anual promovido todo mês de setembro, pelos descendentes dos primeiros italianos chegados ao Espírito Santo nos século XIX .
 
Segundo o sociólogo Renzo Grosselli, a expedição de Pietro Trebaldi foi o primeiro caso de partida de imigrantes da região norte da Itália para o Brasil. O nome da colônia criada no Espírito Santo, pelo governo Brasileiro, chamava-se Nova Trento que foi a primeira, de pelo menos  três Nova Trento, fundadas pelos trentinos em terras brasileiras.
 
Pode-se então dizer que Santa Cruz foi o berço da imigração italiana no Brasil.
 
A 1ª viagem de imigrantes aconteceu em 3 de janeiro de 1874 , saindo do porto de Genova no navio "La Sofia" e a segunda pelo "Rivadavia", ambos de bandeira francesa. O Sofia chegou ao Brasil em fevereiro de 1874 com386 famílias para as terras de Pietro Trabacchi em Santa Cruz.
 
Contudo, oficialmente, a imigração teve início com a chegada do Rivadavia, que aportou em 31 de maio de 1874, com 150 famílias, encaminhadas para Santa Leopoldina, de onde seguiram para Timbuí e fundaram Santa Teresa, localizadas no Espírito Santo.
 
De 1874 a 1894 seguiram-se outros navios; Mobely, Itália,Izabella, Berlino, Clementina, adria,, Savona,Citá de Genova, Maria Pia, etc. e finalmente o Mateo Bruzzo, com 528 famílias. No total perto de 33 mil imigrantes italianos se encaminharam para o Espírito Santo. (fonte: estaçãocapixaba.com.br).
 
Para melhor conhecimento da história da imigração italiana no Brasil, particularmente no E. Santo consulte imigração italiana.
 
Os poucos aventureiros que se animaram a caminhar na fria manhã do sábado, estiveram reunidos em frente da fábrica de biscoitos na pequena Joeba, distrito de Anchieta, onde um farto café da manhã foi servido. Bolos variados, doces, sucos, pães caseiros,  manteiga, leite, café etc. estavam estrategicamente distribuídos na grande mesa da moradia.
 

Logo após o café, a chuva até aquele momento fina, engrossou de vez inibindo o início do caminho. Ficamos ali esperando uma improvável diminuição do volume de água. Cerca de trinta minutos depois, como a chuva não dava sinais de ir embora, resolvemos partir assim mesmo. 
Alguns sem a menor proteção de uma simples capa ou guarda chuva.


 Fomos primeiro a uma pequena gruta na saída do vilarejo onde uma breve oração foi feita e começamos a subida por uma estrada rural que no momento estava bastante barrenta. Muita água descia pelas paredões de pedra.
 
Algumas residências localizadas á beira da estrada eram facilmente reconhecidas pelos caminhantes por se tratarem de evidentes parentes, amigos ou conhecidos.
 
Subimos bastante pouco podendo apreciar a paisagem devido a forte neblina. Sabe-se que de um determinado ponto da subida da serra, avista-se o oceano Atlântico bem ao longe, com as cidades costeiras de Marataízes, Anchieta, etc. O trecho estava bastante escorregadio e todo cuidado foi necessário para evitar uma queda.

Depois de  3 horas de caminho, chegamos a um ponto onde não foi possível prosseguir, uma vez que teríamos que atravessar o rio, subir mais no meio de umas pedras e descer pelo outro lado do morro e pela lógica dedução dos locais, muito escorregadio. Após algumas fotos,voltamos pelo mesmo caminho, sendo o regresso em declive mais rápido.
 
 
 

A fome apertou e ao chegarmos fui á casa dai irmã de Luis para um confortante banho quente e enfim o esperado almoço, pois todos estavam azuis de fome.
   
À mesa, coincidentemente, conversei com alguns andarilhos catarinenses que vieram fazer os Passos de Anchieta e aproveitaram o fim de semana para caminhar pelas montanhas capixabas. São da Associação dos Amigos do Caminho de Santiago e todos são
são calejados  em vários caminhos no Brasil e no próprio Compostela e por isso mesmo pude me informar adequadamente sobre esse famoso caminho que pretendo fazer no próximo ano.
              
Ao final do almoço, ficamos em animada conversa com familiares de uma casa ao lado onde um cheiroso churrasco, embalado pela saborosa Joeba Serrana, despertava a fome de novo.


 
Voltamos para Iriri para ainda saborearmos um capeletti acompanhado de uns cabernets e dormir um tranquilo sono.
 
 
















 

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