segunda-feira, 16 de junho de 2014

Caminho de Aparecida-4º dia, de Turvolândia a Careaçu-31 km

Na Pousada da Lua tivemos uma noite de bom descanso, sem barulho algum que viesse a perturbar o sono.
Acordei ás 5.30 h e percebi que outros também já estavam de pé. Fiz a mochila e dei um trato nos dedos do pé, pois minhas botas estavam querendo estragar meus passos. Peguei o canivete e fiz uma janela no couro por cima do dedo médio do pé direito cuja unha já estava perdida. Resolvi usar a papete e assim poderia caminhar tranquilo.
 
Fomos para a acanhada sala do café onde Angela já tinha se adiantado e preparado a mesa com pães, biscoitos, leite e frutas.  Findo  a refeição e como já havíamos feito o pagamento na noite anterior, fizemos as fotos demarcativas do local e saímos pelas ainda adormecidas ruas da cidade onde  dezenas de estudantes, á pé ou de bicicleta, vestindo blusas e gorros se deslocavam para as respectivas escolas.

Na saída, de passagem fotografei a igreja de N S da Piedade e o caminho começou subindo uma forte ladeira em bloquetes que nos direcionou para a estrada de acesso a Careaçu.
                                                                   
A manhã estava bem fresca e pudemos observar a  neblina formada nos vales de ambos os lados da estrada batida e poeirenta. O caminho estava em franca subida, encerrada duas horas depois com esse belo visual abaixo, onde a neblina cobria a maioria dos vales.

 Por vários momentos flagramos as terras lavradas sendo irrigadas á espera de um futuro plantio, que certamente será implementado com as chuvas vindouras. Pelo jeito e dadas as informações meteorológicas, essas chuvas não virão tão cedo. O país atravessa uma seca sem igual nos últimos trinta anos. Por muitos momentos meu nariz sangrou justamente pela baixíssima umidade do ar.


                                     
Por volta de 11.30 chegamos ao km 16, onde paramos para descanso e lanche  ao lado da Igreja Metodista local.Numa pequena mercearia anexa compramos alguns petiscos para comer. O sol estava bem forte e a sombra foi de bom alívio.                      
                         

                           

                             
Uns quinze minutos de descanso foram o bastante e assim retomamos o caminho, meio sombreado pelo arvoredo ao lado da estrada. mas a estrada poeirenta, com subidas longas e frequentes tornava o caminho mais penoso ainda.
                               




  
Volta e meia uns motoqueiros passavam e súbito uma grande máquina colhedeira apontou. Ocupava toda a estrada e os carros tinham que esperar um local mais largo para ultrapassar. Essa da foto é pequena perto de outra que não fotografei. Ocupava mesmo todo o espaço disponível.
                                
O caminho continuou por entre campos cultivados de batata, feijão e café, até que por volta de 13.30 avistamos a cidade de Careaçu bem ao longe, em meio e extensos cafezais.

                              
Chegamos á entrada da cidade cruzando o Rio Sapucaí e ainda tivemos que caminhar um bom pedaço pelo asfalto até o Hotel Requinte. O Hotel  é de boa qualidade fornecendo ao peregrino todo conforto possível.Quartos individuais, camas largas, macias de de limpos lenções. Ótimo chuveiro e demais mordomias constantes de um hotel para uma pequena cidade.
 
Depois de instalados e um breve descanso  almoçamos no restaurante Quiosque, localizado uns 200 metros á saída do hotel.
Aproveitei o tempo para ir a uma farmácia comprar um gel contra dores musculares e ir a uma agencia local do B do Brasil Popular ( Correios) efetuar uns pagamentos.

                               
Mais à tarde dei umas voltas pelas ruas ao redor para conhecer os detalhes da pequena cidade, como a Igreja e a pequena fonte luminosa da pracinha em frente .

                                
À noite o Hotel nos serviu um excelente jantar, regado a um vinho que compramos no supermercado perto. Dali ficamos num bom bate papo para nos despedirmos dos nossos amigos "federais"( foto abaixo) que devido à programação inicial teriam que pular um pernoite e dormir mais á frente, pois teriam que retornar a Brasília dois dias antes de nós.
 

Terminado jantar e o bate papo cada qual foi para seu aposento e pode dormir um sono reparador


O Caminho de Aparecida- 3º dia de Guaipava a Turvolândia- 16 km

O despertar foi às 5.30h. Como dormimos na casa mais acima, após a necessária arrumação, saímos para tomar o café na Mercearia da Renata, localizada na pracinha em frente a Igreja de Santa Isabel.
                                         

Veja aqui a foto do satélite dessa pequena  cidade de Guaipava cuja característica é ter apenas 1 CEP.
Lá encontramos os outros membros do grupo já esperando, todos com as mochilas prontas para serem colocadas no Renault Duster da Regina.
O café foi de parcas porções, com disputa avida pelos biscoitões de polvilho, pouco leite, sem pães, etc.. e  poucas xícaras disponíveis.
Antes tivemos o cuidado de registrar nossa passagem pela cidade, fazendo a foto na praça.
                                
Muitas casinhas ou igrejas isoladas, mas em outros trechos observamos a criação de gado e até grandes lavouras de caqui.
                                          





Assim que terminamos o café pusemos o pé na estrada em direção a Turvolandia. Na verdade o curso original que eu previra tinha a intenção de caminhar até Cordislandia( 24 km), mas de última hora fomos convencidos pelo Elson Poloni que a melhor solução era irmos de carro até Douradinho e dali caminhar o belo trecho até Turvolandia.
Assim foi feito e deixamos a pequena cidade.

Num cruzamento, cerca de 14 km depois, descemos dos carros e começamos a caminhar por esse caminho agora bem diferente do dia anterior, com poucas lavouras de café e nesse curto trecho chegamos a Turvolandia ás 12.15 h, depois então de cinco horas de caminho.

A cidade tem uma população estimada em 4.600 habitantes segundo o censo do IBGE de 2010 tem como atrativo turístico as cachoeiras e o Rio Sapucaí, onde se pratica a pescaria. Uma grande ponte pênsil une a cidade a São Gonçalo do Sapucaí.                                                             
                                                       


A economia local é baseada principalmente na agricultura e a cidade abriga a Cooperativa Agrícola Sul de Minas(CASM), também chamada Cotia, quede fato é a principal geradora de empregos.
Fundada por imigrantes japoneses a Cooperativa produz frutos como caqui, decopom, atemóia e ameixa. A economia também é movimentada por pequenas industrias do segmento têxtil.

Por uma  avenida comprida, rodeada de bem cuidadas ruas e muitas palmeiras chegamos à Pousada da Lua onde nos esperava a Sra Ângela, que envidou todos esforços para nos abrigar uma vez que não tínhamos feito reserva prévia.



                                              
Sorte que éramos onze pessoas e restavam exatas 11 vagas. Instalados e de banho tomado fomos almoçar a tradicional comida mineira, com lombinho, arroz feijão, batatinha frita e salada. Antes a cerveja é claro.

Lavei umas camisas e meias  e depois disso descansamos. Colocamos as fotos em dia no serviço wi-fi disponível e fomos despedir dos amigos que retornariam a São Paulo. Então o grupo passou a ser constituído de nove pessoas.

                 
Ao anoitecer eu e Maurício fomos à Igreja de Nossa Senhora da Piedade onde assistimos à missa. Notei uma baixa frequência ao culto, deduzindo que as pessoas do interior têm preferencia em assistir missa pela manhã.
                                       
Na volta à Pousada, jantei e passei alguns minutos conversando com Ângela saboreando uma cerveja gelada. Como aquela hora da noite não havia  movimento o restaurante permaneceu fechado.
Fui dormir num bom quarto, lamentando a que a TV não tinha sinal, o que me impediu de verificar o resultado do campeonato brasileiro.
                     






O Caminho de Aparecida- Introdução e 1º dia. Alfenas ao Bairro Matão- 22 km

O Caminho de Aparecida surgiu de uma decisão de dois ou três amigos, em apresentar  uma alternativa aos ciclistas locais que usualmente se dirigiam de Alfenas-MG, à cidade de Aparecida-SP pelo asfalto.

Com o perigoso movimento de veículos, caminhões em particular, uma rota rural baseada em estradas exclusivamente de terra foi a solução encontrada, evidentemente após muita pesquisa e conversas com moradores das pequenas cidades e comunidades rurais ao longo do trajeto, que através de dicas detalhadas, foram ensinando o belo roteiro por locais antes impensáveis.

Assim decididos, eu e os amigos do grupo GMQ- Gente da Melhor Qualidade- alcunha que o caro Mauricio adotou para se referir aos integrantes como pessoas confiáveis e amigas, capazes de desfrutarem dos mesmos gostos e prazeres que uma boa caminhada pode proporcionar, decidimos conhecer essa nova rota rumo à cidade de Aparecida..
Dia 1º de maio foi o dia agendado para o encontro na cidade sul mineira de Alfenas com 
(aproximadamente 80 mil habitantes), cidade tradicionalmente agropastoril e grande produtora de café. Possui ainda um grande centro industrial, que é um dos maiores do sul de Minas, com industrias de médio e grande porte. Veja aqui informações sobre a cidade, cuja matriz é a da foto acima.

Assim eu e Mauricio saímos de BH às 06.30 h, chegando em Alfenas por volta de 13.30, depois do veículo fazer um périplo pelas  cidades de Nepomuceno, Coqueiral, Santana da Vargem, Boa Esperança, Campos Gerais até chegar ao destino.
Ficamos alojados no Hotel JS, casa com  boa infraestrutura de quartos e ótima localização. Pouco tempo depois chegaram os paulistas e as duas amigas que vieram de Unaí-MG, via São Paulo .

O nosso grupo neste ponto foi acrescido de três cascudos andarilhos de Goiás, que ao longo da jornada integraram-se perfeitamente ao nosso time.
São eles o Donizetti, o Felipe e o Celso. Os três de imediato foram denominados pelo Maurício Bigode como " os Federais", pois vestiam camisas idênticas, de cores vivas e postavam-se como Elliot Ness e os Intocáveis. Andam muito esses caras de camisas verdes berrantes da foto. 

A alegria do reencontro de amigos que não se viam há tempos, foi devidamente comemorada num bar da praça, onde ao sabor de gelada cerveja e excelentes petiscos, relembramos os caminhos anteriores,falamos das nossas famílias, amigos e da expectativa desse novo Caminho.

Um pouco antes passou pelo hotel o prezado Elson Poloni,um dos colaboradores da organização capitaneada por Rodrigo, o idealizador do caminho.
Com as apresentações de praxe, explicou-nos os detalhes dos diferentes trechos, os variados tipos de pousadas e suas respectivas particularidades, o trajeto, etc.  enfim ficamos devidamente atualizados.  Embalados por grande expectativa fomos dormir, esperando ansiosamente o início da jornada.
                                                  

1ºdia- de Alfenas ao Bairro Matão- 22 km


Logo ao despertar no dia 1º de maio- Dia do Trabalho- ficou evidente o agito da partida, ao percebermos  a pressa na arrumação das mochilas, tomarmos o café e evidentemente fazer a foto oficial do grupo, agora com todos  devidamente paramentados com as camisas que foram confeccionadas em SP pelo Zenon. O modelo contemplou o logotipo do grupo à altura do peito no lado esquerdo, encimado pelo nome da pessoa e nas costas uma referência à data do caminho com a distancia a ser percorrida.

                                   
Uma ocorrência desagradável atrasou nossa partida. O Mauricio esqueceu sua camera fotográfica( na rua, no momento de fazer a foto à saida do hotel).
                                
Depois de muito procurar fomos de carro até o Portal do Caminho para realizar a foto acima, enquanto o Maurício resolvera ficar para melhor procurar e apresentar um BO na delegacia e tentar de alguma forma salvar sua pele, pois a câmera continha fotos importantes de eventos anteriores e a patroa certamente iria dar-lhe uma tremenda  bronca, uma vez que a possante fora comprada em Las Vegas!!

Após essas fotos, Poloni conduziu-nos de caro até a saída da cidade, economizando uma hora pelo atraso sofrido na procura da câmera do Maurício e assim na fresca manhã começamos mais esse caminho pelo bairro.... percorrendo as ainda tranquilas  e silenciosas. Nossas mochilas tinham sido despachadas no carro do Navarro que, dirigido pela Regina, fez eficientíssimo apoio ao longo do caminho.

Eram 7.00h. Percorremos as arborizadas ruas com belas casas, passando defronte o Tênis Clube até o limite onde começava a estrada de terra rumo ao Matão. Deste ponto em diante observamos extensos cafezais, cultura essa que faz e fez a riqueza da região.
                              
Notamos o esmero e cuidados culturais das enormes lavouras muito bem cuidadas e lavradas, com espaçamentos simétricos, arbustos grandes e de folhas numa tonalidade verde escura, evidenciando perfeita adubação.
                                                            

                                         

O caminho nesse trecho apresentou-se tranquilo, sem subidas ou qualquer outra dificuldade, de modo que chegamos rapidamente ao Matão, bairro de Paraguaçu, onde ficamos hospedados na Pousada Albergue Peregrino, de propriedade da simpática Dª Duína e seu marido Fernando, que não mediram esforços para nos agradar. Sua hospitalidade e espontaneidade da forma como nos trataram merece esse registro.

O albergue está sendo preparado aos poucos, num evidente esforço do Rodrigo e demais colaboradores no sentido de dotar os peregrinos de um conforto adequado. Os homens se alojaram nesse albergue, localizado aos fundos do terreno .
Dotado de beliches e um banheiro anexo, a moradia requer ainda algumas arrumações para ser concluída, o que será implementado futuramente.
                                                                   Igrejinha no Matão
D.Duina preparou-nos um autentico almoço da típica cozinha mineira, avidamente saboreada pelos famintos andarilhos. Não faltou cerveja e a tradicional cachaça de Minas. Encerrado o almoço ficamos conversando entre nós, outros foram lavar uma roupa e os demais aproveitaram para tirar um cochilo.
Por volta de 19 horas fomos convidados a participar de uma reza do terço, seguido de uma procissão que levou a imagem de N.Sra Aparecida da capelinha até  a casa de um morador nas redondezas.
Devo dizer que foi uma experiência impar- participar da oração do terço numa singela capelinha- nas proximidades e depois, á pé e sob luz de lanternas, caminhar uns quantos minutos no escuro até a casa do dito morador, onde terminamos as orações e alguns cânticos característicos da ocasião. Tudo muito simples e admiravelmente autêntico.



Voltamos para o albergue onde nos aguardava um jantarzinho típico: frango ensopado com arroz, feijão, angu, batatas e uma salada verde. Nada mais regional para aguçar o sentido do mineiro que permanece em mim.
Muito bom. Fomos dormir lá pelas 22 horas. Todos ali naquele albergue simples, mas acolhedor. 



Caminho de Aparecida

Histórico
Mais uma vez a grande vontade de caminhar pelas montanhas de Minas levou-me a combinar com os amigos de São Paulo uma jornada por uma região ainda nova no roteiro peregrino para Aparecida.

O Caminho de Aparecida surgiu em janeiro de 2003 quando os romeiros Rodrigo Costa e Maurício Batista resolveram fazer o percurso Alfenas-Aparecida de bicicleta. Tomaram um mapa traçado pelo romeiro Eduardo Abobrinha e em dois dias percorreram pelo asfalto, o trecho até Aparecida.

A cada ano mais interessados apareciam para compartilhar essa aventura rumo à casa de nossa Padroeira e assim, em razão das dificuldades e perigo existentes em trafegar nas vias asfaltadas, resolveram elaborar uma nova rota que contemplasse apenas estradas rurais e trilhas, pegando o assalto nas ocasiões que fossem atravessar as cidades do caminho.

Em agosto de 2010 fizeram o percurso á pé, coletando informações em cidades do Sul de Minas procurando uma rota por terra a fim de adiciona-la no novo caminho, diminuindo as partes de asfalto.

Em fevereiro de 2011 cadastraram hotéis, pousadas, restaurante e comunidades, comunicaram paróquias e Prefeituras das cidades do caminho.

Em março de 2011 iniciaram contato com o Santuário de Aparecida para retirada do certificado de conclusão, e criação da Associação dos Peregrinos do Caminho de Aparecida.

A rota tem centenas de plaquinhas metálicas com o símbolo seta/peixe que direciona o peregrino, que ao sair recebe a credencial, finalizando o caminho o peregrino retira o certificado de conclusão no santuário da Basílica, o caminho é totalmente baseado no caminho milenar de Santiago de Compostela.

O caminho de Aparecida é uma rota incrível que proporciona momentos de reflexão, fé e recolhimento, de aproximação do homem com a natureza, um caminho que nos fortalece para vencer-mos as dificuldades da vida, deixando aflorar em cada um o seu espírito de superação .

O tema para reflexão do caminho será o tema da campanha da fraternidade do ano da peregrinação.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O futuro que nos espreita

Não se enganem! O que o PT está promovendo no país não tem nada a ver com um trabalho de desenvolvimento da nação e, muito menos, de fortalecimento de sua soberania.

Os fatos na Venezuela são o prenúncio do futuro da América Latina. Há algum tempo, quando ainda Hugo Chávez vivia, eu afirmei que a Venezuela era o tubo de ensaio da América do Sul. Estou cada vez mais certo disso. Desde os tempos do ditadorzinho bolivariano, é perceptível que a Venezuela recebe todo o apoio dos governos de esquerda do continente para dar prosseguimento ao seu projeto socialista.

Do lado do Brasil, o Partido dos Trabalhadores sempre foi bem explícito quanto a seu apoio ao governo da Venezuela. Inclusive, neste vídeo você pode ver o senhor Luiz Inácio da Silva dando irrestrito apoio à eleição de Nicolás Maduro, sucessor de Chávez.

Os outros países latino-americanos, que têm em seus governos partidos de esquerda, já declararam, também, irrestrito apoio aos líderes esquerdistas venezuelanos.
Isso tudo apenas confirma algo que já estava evidenciado nas próprias Atas do Foro de São Paulo: que os governos de esquerda da América Latina possuem um projeto supranacional para o continente! O maior interesse que eles têm não está no desenvolvimento de seus respectivos países, na melhora da condição de vida de seus povos, nem no fortalecimento das instituições nacionais. O que os caudilhos da América ambicionam é estabelecer um poder socialista continental, ainda que seja às custas dos bens das nações envolvidas e de sua população.
Isso, com efeito, em termos históricos não constitui uma novidade. O próprio projeto soviético era internacionalista. Para estabelecê-lo, os líderes russos jamais tiveram qualquer pudor de sacrificar seu próprio povo em favor dele. Por isso, milhões de russos foram mortos, a fim de que o projeto comunista fosse posto em marcha.

Por isso, não se enganem! O que o PT está promovendo no país não tem nada a ver com um trabalho de desenvolvimento da nação e, muito menos, de fortalecimento de sua soberania. Aqueles que, hoje, comandam nosso país estão usando os bens nacionais, a fim de que seus sonhos ideológicos se tornem realidade. O que eles querem é um continente socialista, onde uns poucos privilegiados usufruem das benesses das nações, enquanto a grande maioria sofre em sua liberdade, direitos e possibilidades.

Não há, portanto, mais nenhuma chance de nós, conservadores, religiosos e defensores da liberdade, mantermos quaisquer resquícios de amizade com qualquer um que se diga abertamente petista. Se o rumo de nosso país não for alterado, chegará o dia que, inevitavelmente, ocorrerá o conflito, da mesma forma que começou a ocorrer na Venezuela. Quando chegar esse momento, conheceremos quem são os verdadeiros defensores da nação.

Fabio Blanco
 é advogado e teólogo.

PNDH-3 de novo

É com perplexidade que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) toma conhecimento, pela imprensa, das manifestações de um ministro de Estado e de um alto funcionário do Ministério da Justiça, desmerecendo o Poder Judiciário brasileiro.

Ao participarem da apresentação de pesquisa sobre conflitos de terra, realizada por uma ONG notória opositora do agronegócio do país, o ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e o Secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Flávio Caetano, defenderam a mediação como medida mais eficiente para resolver os problemas fundiários, relegando a um segundo plano o papel da Justiça.

Preocupa especialmente a CNA a defesa, por autoridades, da submissão de conflitos de enorme complexidade a mediadores ideologicamente comprometidos, em substituição a magistrados imparciais, protegidos por garantias constitucionais e selecionados com impessoalidade, por meio de rigorosos concursos públicos. O ministro defende a criação de uma escola de mediadores sem esclarecer qual será o currículo e quem serão os professores destes futuros substitutos de juízes.

Por outro lado, a afirmação, presa a dogmas ultrapassados, de que “a velha figura do latifúndio contra o pequeno proprietário continua existindo no país” mostra desconhecimento da realidade do campo. Baseia-se na noção do latifúndio improdutivo, quando é sobremaneira sabido que a propriedade rural brasileira é altamente produtiva e a principal responsável pelo crescimento econômico. 

Estas declarações  ganham especial relevância neste momento em que o Ministério da Justiça insiste em não dar cumprimento a decisões judiciais de reintegração de posse,  em favor de produtores do sul da Bahia que tiveram suas terras invadidas por índios. As liminares concedidas pela Justiça Federal e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região garantem o direito de propriedade. Nestes casos, a crítica do ministro Gilberto Carvalho quanto à inexistência “de posição neutra no aparelho do Estado brasileiro” é contrária à efetividade da Justiça e ao Estado de Direito.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repele firmemente tais aleivosias e contra elas lutará, em defesa da Constituição e da ordem jurídica 
.
Brasília, 20 de fevereiro de 2014.
Senadora Kátia Abreu
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Os Essênios


     
                                                     Os Essênios e Jesus

 
Em 1947 foram descobertos uns manuscritos com mais de 2000 anos que se crê terem sido escritos pelos Essénios que  eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egipto, que formavam um grupo de Judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram uma das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariséus e Essénios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, como de resto o tinha sido seu primo João Baptista.
 
 Um dos seus redutos era Nazaré e por isso eram conhecidos também por “os Nazarenos” e seus membros vestiam-se todos de branco, fazendo uma vida simples, de serviço e entrega a Deus, seguindo uma dieta estritamente vegetariana.
      Existe mesmo um Manuscrito encontrado nos arquivos do Vaticano em 1923, pelo húngaro Edmond Szekely que obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis, que confirmam este facto. Szekely vagueou pelos mais de 40 quilómetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas as raridades viu uma obra que lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas na Bíblia sobre a vida de Jesus Cristo. Ele traduziu o texto e o publicou em quatro volumes. A Igreja sentindo-se traida  pelo pesquisador, excomungou-o. 
                    
 
 
      
 Mas foi em 1880 que o reverendo inglês Gideon Ouseley achou um manuscrito chamado O “Evangelho dos Doze Santos”  num monastério budista na índia, escrito em aramaico - a língua que Jesus falava - que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nessa versão desconhecida do Novo Testamento se revela mesmo um Jesus que defendia a crença na  Reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio de animais dizendo o seguinte: 
        
  “Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes". (capítulo 21) 
E mais acrescentava:
 
“Na verdade eu vos digo que aqueles que partilham dos benefícios obtidos praticando actos contra uma das criaturas de Deus não podem ser íntegros, nem podem aqueles cujas mãos estejam manchadas de sangue, ou cujas bocas estejam contaminadas pela carne...” (capítulo 38) 
            
     Mais se afirma nesse mesmo Evangelho que “as aves se reuniam ao seu redor (de Jesus) e lhes davam as boas-vindas com seu canto e outras criaturas vivas se postavam aos seus pés e ele as alimentava com suas mãos"...
   Talvez todo este conhecimento tenha chegado a Francisco de Assis e o tenha inspirado na sua vida, pois que amava todas as criaturas, tratando todos os animais por irmãos, e também era vegetariano, respeitando a vida de todos os seres da Criação.
    Os Essênios acreditavam na santidade e unidade da vida e muitas passagens do evangelho essênico referem-se à doutrina do amor incondicional a Deus, à Humanidade e a todas as criaturas e seres viventes.         
 
 
 
                                        
 
Por fim, em 1970 um ‘pesquisador’ inglês, de nome John Allegro,  pretendia desmistificar a existência de Jesus dizendo que não passava tudo de uma invenção ou alucinação colectiva causada pela ingestão de cogumelos. As suas afirmações estapafurdias cairam no ridículo e muitos cientistas até o censuraram, pois já haviam provas irrefutáveis sobre a existência de Jesus que o historiador romano Flávio Josefo referia em seus escritos, e mais ainda os Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram onde estavam escondidos dentro de jarros de barro, falando da vida Jesus Cristo. Foi de resto o maior achado arqueológico da história da Humanidade sobre aspectos bíblicos que se desconheciam ou estavam omissos até hoje.           
 
  
 
             
 Na foto abaixo se vê o local onde foram encontrados acidentalmente os Manuscritos por um pastor beduino, chamado Muhammad Dib, da tribo dos Tamirés, que saiu à procura de uma cabra desgarrada que tinha desaparecido do seu rebanho e se perdera entre as rochas. Não foi por acaso naturalmente. Ele foi atraido ao local daquele modo e descobriu uma caverna onde começaria todo o achado do grande  'tesouro' mantido ali por mais de dois milénios até ser descoberto a meio do século XX.
 
 
 
Por fim, o Papa emérito Bento XVI estabeleceu no dia 5-4-2007 uma relação entre Jesus e os Essênios, na sua homilia na “Missa da Santa Ceia” realizada na basílica romana de S. João de Latrão, referindo-se aos manuscritos de Qumran.                
 
Fonte Wikipédia 
 





















 




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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